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O QUE QUER DIZER “PENSAR EM INGLÊS”?

O QUE QUER DIZER "PENSAR EM INGLÊS"?
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O que quer dizer “pensar em inglês”?

Se você está lendo este texto, você provavelmente é fluente em português. E porque estas frases que você está lendo não têm um conteúdo muito complexo, que te faça ter que voltar e reler para fazerem sentido, você está no automático. Você está nesta frase agora apenas meros segundos depois de que este texto começou. E complexidade das 55 palavras tecidas de forma coerente antes desta sentença começar foi completamente ignorada por você.

Mas e se o seu português fosse iniciante ou intermediário? Será que expressões como “estar no automático” e a ideia de “palavras tecidas” para formar frases fariam sentido “logo de cara”?

E quando você hesita para responder uma pergunta em inglês ou robotiza a sua fala – porque está traduzindo – não fica claro que o seu inglês não está no automático? Ou melhor, que você não está pensando em inglês? Como conseguir este confuso feito?

Antes de mais nada, precisamos responder uma pergunta importante:

Pensamos em alguma língua?

Se houvesse uma única e universalmente aceita definição para o que é pensar, responder esta pergunta seria bem mais fácil. Vamos simplificar (se isso é sequer possível) a história dizendo o seguinte: você não sabe o que é dor somente porque conhece a palavra “dor”. E se você nunca tivesse aprendido esta palavra, ainda saberia reconhecer o sentimento da dor em outra pessoa. E isso é verdade para muitas outras coisas: fome, liberdade, amor, medo… Mesmo que você precise aprender sobre a existência de alguma coisa – como uma cadeira – o seu cérebro cria uma espécie de palavra que os cientistas chamam de “signo” para representar esse objeto. As palavras “cadeira” ou “chair” são, por sua vez, maneiras de traduzir o signo cadeira para dentro das culturas, fazendo surgir as línguas.

Então, a princípio, não, nós não pensamos em uma língua específica. Mas, claro, às vezes estamos pensando em frases e não no queremos dizer por meio delas. Isso ocorre quando tentamos decorar um texto, por exemplo, ou quando estamos falando uma língua que não é a nossa nativa. Neste segundo caso, a questão não é bem se estamos pensando no idioma ou não, mas sim, se dominamos a tecnologia.

A língua é uma tecnologia

As línguas nascem das culturas e se solidificam mais ou menos sobre uma mesma base – um tipo de receita para línguas que é característica da nossa espécie. Assim, qualquer língua vai indicar “eu”, “você”, o passado, o futuro, “embaixo” ou “acima”, e por aí em diante. Mas elas fazem isso por meio de seus próprios sons, palavras escritas e organização dessas palavras. Em suma, a língua é uma tecnologia para ampliar, recobrar e se referir a conhecimentos prévios – os signos nas nossas cabeças.

E ainda que elas façam as mesmas coisas, suas particularidades tornam impossível traduzir literalmente uma língua para outra. Logo, temos que dominar um idioma por ele mesmo. Ser fluente significa ter dominado tanto essa tecnologia estrangeira que você já não precisa mais usar a sua. Você automatizou o seu uso. Mais ou menos como dirigir um carro.

Mas como, então, automatizar a língua inglesa?

Cultura

É preciso saber que a cultura é quem molda o vocabulário e a sintaxe (como as frases são criadas). E a cultura determina o que é mais valorizado em seu entorno, fazendo com que palavras de uma língua não existam em uma outra – porque aquela definição específica é cara àquela cultura.

Por exemplo, em inuíte, uma língua esquimó, há mais de 50 palavras para definir a neve. Eles têm tanta neve que precisam de uma palavra para “neve que cai leve” ou “neve boa para usar o trenó”. Nós não temos essas palavras em português porque, para nós, neve é neve e pronto. Da mesma forma, é possível que os esquimós não tenham a palavra “mormaço”, por exemplo.

No caso da língua inglesa, ainda que sejamos globalizados por ela, há inúmeras expressões (culturais) que precisamos aprender junto todo o vocabulário. Isso sem falar que, nos Estados Unidos, Tom Cruise tem 5 pés e 7 polegadas, e não 1,72m de altura. Ou seja, até nossas referências para pensar podem mudar.

Mas para estudantes que têm um ótimo vocabulário, estão no nível avançado e ainda hesitam para falar, ou falam de forma truncada, o problema é outro…

Sintaxe

É aqui que reside a chave da fluência, quando que já conhecemos a gramática e o vocabulário. Como não podemos simplesmente traduzir, precisamos saber como agrupar e modificar essas palavras de uma maneira coerente em inglês.

Por exemplo, na frase “uma cadeira é um objeto no qual se senta”, a versão em inglês poderia ser:

– A chair is an object on which you sit.

– A chair is an object you sit on.

– A chair is an object on which one sits.

Nenhuma dessas versões pode ser traduzida literalmente para o português. Na primeira, porque faltaria o “se” pronominal (você se senta). Na segunda, porque o advérbio “on” está no final da frase – o que não fazemos em português. E na terceira, o uso de “one” como pronome indefinido para “alguém” não existe em português.

Assim, você tem que entrar em contato com as muitas e diferentes possibilidades que a língua inglesa tem, absorvê-las e praticá-las. Só assim o seu cérebro consegue se acostumar a essas estruturas e trazê-las naturalmente à sua fala sem que você tenha que traduzir do português.

Para concluir, aquela sensação desconfortável que temos quando sabemos que não estamos usando o inglês naturalmente por causa da tradução mental (como quem desembrulha um presente e descobre um segundo embrulho), ela pode desaparecer.

Tudo o que você tem de fazer é ter contato diário com o inglês. Não adianta só estudar para a prova. Tem que ser parte da vida. E isso é porque não existe pensar em inglês sem conhecer profundamente essa língua, essa tecnologia. No tempo e no interesse constante, enfim, estão todas as respostas.

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